quinta-feira, 1 de março de 2012

é ter encontrado meu príncipe encantado

Estou em uma fase de contradições aqui no blog. Disse que não acreditava em príncipes encantados, que preferia o lobo mau e tudo o mais. Porém, fui pega de surpresa no momento em que eu realmente tinha desistido de qualquer relacionamento (ou afins) duradouros ou não. Após uma "decepção" (coloco as aspas por não saber se foi exatamente uma decepção, acho que no fundo, eu já esperava tudo o que aconteceu), apareceu quem eu hoje chamo de meu príncipe - mesmo que eu não seja lá um exemplo de princesa-.

Vou contar como as coisas aconteceram, e mostrar que as melhores coisas acontecem quando menos se espera...

Por volta de Agosto/2011, eu estava em uma fila gigantesca no fórum e estava lá porque estava fazendo um favor para um estagiário. Então atrás de mim, um homem de terno, muito bem arrumado... Quem me conhece sabe que ninguém consegue ficar calado do meu lado, falo muito para caramba de montão! Reclamei da fila, a recíproca foi verdadeira, e só. Nem o nome... Nos outros dias, sempre cruzávamos um pelo outro e nos cumprimentávamos apenas com um "bom dia, Dr.", "bom dia Dra.";
até que em outro dia com a mesma fila gigante, eu estava bem na frente e protocolei. Quando estava voltando, o vi na fila e o cumprimentei dizendo que ele poderia ter ido falar comigo que eu faria o protocolo para ele. Então, eu, disse para que ele anotasse meu número e que quando a fila estivesse grande, que ele poderia me ligar. Trocamos telefone e assim, descobri seu nome: Antonio. (Devo deixar claro que não dei meu número com qualquer interesse pessoal, embora ele diga que sim. rsrs).

Ele NUNCA ligou, e a recíproca foi mais do que verdadeira... Até meado de Novembro/2011, quando eu menos esperei a ligação apareceu. Me ligou com a desculpa boba da fila que nem grande estava, mas que não me importava nem um pouco. Afinal, o importante foi ele ter ligado! Começamos a nos falar todos os dias, manhã, tarde, noite, com no mínimo 1:30 por dia, mensagens infinitas... (nem gosto de lembrar porque lembro do valor da minha conta e da dele...) Isso me lembra uma coisa: pessoas, antes de se envolverem, perguntem a operadora... Hahahaha. Mas voltando à seriedade do assunto...
Por sorte, destino, ou seja lá o que for, terminei o "caso" que estava tendo e descobri que o motivo pelo qual ele não me ligou antes tinha sido um relacionamento de quase 4 anos que havia terminado há 3 semanas... Ou seja: Nenhum dos dois estava querendo relacionamento ou qualquer coisa além de uns pegas. Mas...

Olha o destino aí novamente (Mô, sei que você não acredita... Porém não tenho outra explicação), e dessa vez mostrando que não temos controle de nada. Nos encontramos mais ou menos 1 semana depois de termos começado a conversar e... Uma química que não sei explicar, uma vontade de estar perto, e até um medo de estar sentindo isso por alguém "estranho", mas que eu sentia já conhecer e não querer ficar nem um dia sem ver... (Juro que a rima não foi proposital...).

Com 2 semanas saindo, ele já veio aqui em casa e conheceu a dona encrenca... Nem preciso dizer que às vezes acho que se terminarmos qualquer dia (e que isso não aconteça nunca!), minha mãe o adota e me expulsa de casa :)

O sentimento que surgiu e vem surgindo a cada dia é algo que eu nunca imaginei sentir, é uma felicidade só por ouvir a voz, ou receber uma mensagem, ou só por estar perto... Passar 1 dia sem ter notícias, ou ouvir a voz é muito torturante. Não receber um bom dia, realmente não deixa meu dia ser muito bom.

Temos nossas diferenças e são MUITAS, mas que se tornam pequenas em vista do que temos juntos: da nossa cumplicidade, felicidade, enfim de todos os momentos bons que já tivemos nesses meses e todos aqueles que ainda virão. Somos dois teimosos orgulhosos, mas juntos isso se torna quase imperceptível... Ainda brigaremos bastante, ficaremos de bico, mas isso é bom. Nos mostra que o que temos é sempre maior do que qualquer desentendimento que vier a aparecer.

Você, é meu príncipe encantado - tudo bem que às vezes parece o Shrek, mas mesmo assim, ainda é príncipe. E eu admito que me comporto como Fiona com as minhas respostas atravessadas-. Estou realmente vivendo um conto de fadas na vida real, onde nem tudo é perfeito, mas que nos esforçamos para fazer dar certo e sermos felizes.

Então, não desista mesmo de encontrar seu príncipe. Ele não vai ser perfeito, mas tenho certeza de que vai tratá-la como uma verdadeira princesa! Não aceite nada menos do que deseja. Não fique se sujeitando a coisas desagradáveis só por não ter opção. Às vezes, ficar sozinha à espera de um príncipe não é um mau negócio...

Não saia da minha vida, Antonio Carlos!!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

é aprender a largar a panela!

Certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento. A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores.

Ao chegar lá, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, foi até a fogueira, ardendo em brasas, e viu que dela haviam tirado um panelão de comida.

O urso abraçou a panela com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando tudo. Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo. Na verdade era o calor da panela. Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava.

O urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida. Começou a urrar muito alto. E quanto mais alto urrava, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo.

Quanto mais a panela lhe queimava, mais ele apertava contra o seu corpo e mais alto ainda urrava. Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a panela. O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e, seu imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar urrando.

Quando terminei de ouvir esta história de um mestre, percebi que, em nossa.
vida, por muitas vezes, abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes.
Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro e, mesmo assim, ainda as julgamos importantes.


Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento, de desespero.

Apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos.


Para que tudo dê certo em sua vida, é necessário reconhecer, em certos momentos, que nem sempre o que parece salvação vai lhe dar condições de prosseguir. Tenha a coragem e a visão que o urso não teve. Tire de seu caminho tudo aquilo que faz seu coração arder.

Solte a panela!